Nada te pertence
Nada te pertence Pois só ao tempo tudo cabe Pois só este a tudo vence Pois só este tudo sabe
Não somo realmente donos de nada, mesmo quando exercemos desnecessário poder sobre os outros privando-os da liberdade de usufruto da vida.
Nade te pertence (o diálogo)
- Nada te pertence
Pois só ao tempo tudo cabe
Pois só este a tudo vence
Pois só este tudo sabe
- Mas é meu este terreno
- E te julgas empossado
porque lhe colhes agora feno?
Tu? que a ele estás destinado?
- E as paredes! as ergui com minhas mãos
- Com tijolos qu'eram teus?
Moldados por artesãos
com mais velha a terra que Zeus
- E a comida que me nutre?
- Te a cede o presente
Tanto a ti comó abutre
Tanto à boa ou à má gente
- Então que faço eu aqui?
- Cuidar o mundo, dos juvenis
que um dia o mesmo farão por ti,
partilha o pão e sê feliz
Pois nada nos pertence
Pois só ao tempo tudo cabe
Pois só este a tudo vence
Pois só este tudo sabe
comumcravonamao
Nada te pertence (monólogo)
- Nada nos pertence
Pois só ao tempo tudo cabe
Pois só este a tudo vence
Pois só este tudo sabe
Liberdade a de não ter
rei da nação
Liberdade a de poder
estender-t'a mão
Felicidade a de saber
que o qué meu é pra ficar
Felicidade a de poder
uma oliveira semear
Liberdade de ser
e acreditar
Liberdade para um dever
se aceitar
Felicidade do pazer
do mar cheirar
Felicidade de dizer,
pensar, sonhar
Liberdade de viver
e namorar
Liberdade de não morrer
até o tempo me levar
É qu'ao tempo o mundo cabe
tudo ele tem para emprestar
Para que todo não acabe
só te pede o teu cuidar
Pois nada te pertence
Pois só ao tempo tudo cabe
Pois só este a tudo vence
Pois só este tudo sabe
comumcravonamao
